Publicado em: 13/09/2019 às 23h51

Diagnóstico e plano de tratamento

Em editorial, Flavio Cotrim-Ferreira ressalta que ainda há muito a fazer para definir diretrizes terapêuticas no tratamento das más-oclusões mais frequentes.

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Ao longo de minha carreira, vem crescendo o número de pacientes que vejo reiniciar o tratamento ortodôntico. Não raras vezes, eles receberam cuidados de dois ou três colegas, com mecânicas variadas ao longo de muitos anos.

Além das dificuldades inerentes à biologia e à mecanoterapia que todos enfrentamos, entendo que o diagnóstico correto do caso seja a principal chave para uma correção realizada de modo preciso e com a menor duração possível.

O processo de diagnosticar uma anormalidade dos maxilares envolve o entendimento do que é adequado em termos de tamanho, proporção e crescimento das estruturas faciais; a compreensão da sequência eruptiva, inter-relações e harmonia estrutural dos dentes; a cuidadosa análise da dinâmica muscular e articular, assim como a percepção dos anseios estéticos e das limitações comportamentais de nossos pacientes.

São milhares de informações que devem ser identificadas, ordenadas em termos de prioridades e julgadas à luz da Ciência. Somente depois disso podemos traçar um adequado projeto para a solução do problema.

O plano de tratamento pode ser entendido como um roteiro que nos leva do problema avaliado até a situação de “normalidade” ou equilíbrio. Assim como em um mapa, trajetos lineares tendem a ser mais rápidos que as rotas tortuosas e repletas de mudanças de direção.

Ainda temos muito a fazer para definir diretrizes terapêuticas no tratamento das más-oclusões mais frequentes. Tais protocolos clínicos devem ser validados por evidências científicas, com fidedignidade, relevância e potencial de aceitação por parte de ortodontistas e pacientes. Na Medicina, esse trabalho já existe há alguns anos e faz parte de projetos de saúde pública em vários países.

Será que a nova geração de alunos de Ortodontia está sendo preparada para esse desafio?

Boa leitura!
 

Flavio Cotrim-Ferreira

Editor científico

 

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